A regra que o banco aplica é esta: a parcela do financiamento não pode comprometer mais que cerca de 30% da renda familiar bruta. É o teto de comprometimento, e ele existe para proteger o banco e você.
Então a pergunta se inverte. Não é "quanto preciso ganhar", é: qual parcela cabe em 30% do que eu ganho, e que imóvel corresponde a essa parcela.
Como aplicar a regra dos 30%?
| Renda familiar bruta | Parcela máxima aceita (30%) |
|---|---|
| R$ 3.000 | R$ 900 |
| R$ 4.000 | R$ 1.200 |
| R$ 5.000 | R$ 1.500 |
| R$ 6.000 | R$ 1.800 |
| R$ 8.000 | R$ 2.400 |
| R$ 10.000 | R$ 3.000 |
Repare que esta tabela é aritmética pura, e por isso ela não envelhece. Qualquer tabela que diga "com R$ 4.000 você compra um imóvel de R$ X" depende de uma taxa de juros, e essa tabela estará errada no mês que vem.
O que conta como renda?
| Tipo | Costuma ser aceito? |
|---|---|
| Salário com carteira assinada | Sim, é a mais simples de comprovar |
| Pró-labore de sócio | Sim, com contrato social e comprovação |
| Autônomo e MEI | Sim, geralmente por extrato bancário e declaração de IR |
| Aposentadoria e pensão | Sim, com limitação de prazo pela idade |
| Aluguel recebido | Em geral sim, com contrato e comprovação de recebimento |
| Renda informal sem rastro | Não. O que não aparece em extrato, não conta |
A composição de renda permite somar a renda de outra pessoa que participe da compra. Isso amplia o valor possível, mas cria um vínculo real: as duas pessoas ficam responsáveis pela dívida, e desfazer isso depois é complicado e caro.
Por que a idade entra na conta?
Porque o prazo máximo do financiamento é limitado pela sua idade somada ao prazo. Quanto mais velho, menor o prazo disponível, e prazo menor significa parcela maior para o mesmo valor. É por isso que duas pessoas com a mesma renda podem ter capacidades de financiamento diferentes.
O que reprova, mesmo com renda suficiente?
- Restrição no nome, mesmo que antiga e de valor pequeno
- Renda que não se comprova com documento e extrato
- Comprometimento com outras dívidas, que entram no cálculo dos 30%
- Tempo de emprego ou de atividade abaixo do mínimo exigido
- Divergência cadastral entre documentos
Vale notar o terceiro item, que pega muita gente: financiamento de carro, consignado e cartão parcelado entram na conta. Se você já compromete 15% da renda com outras dívidas, sobram 15% para o imóvel, não 30%. Mais detalhes em como funciona a análise de crédito.
Como aumentar a sua capacidade sem alongar o prazo?
- Aumentar a entrada, inclusive com FGTS
- Quitar dívidas menores antes da análise, o que libera percentual dos 30%
- Compor renda com quem vai morar com você
- Limpar restrições e regularizar cadastro antes de entrar no processo
Note que "alongar o prazo" não está na lista. Alongar prazo faz a parcela caber e multiplica o juro total pago. É a decisão de que mais gente se arrepende.
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Perguntas frequentes
Qual a regra dos 30% no financiamento imobiliário?
A parcela do financiamento não pode comprometer mais que cerca de 30% da renda familiar bruta. É o teto de comprometimento aplicado pelos bancos.
Autônomo consegue financiar imóvel?
Sim. A comprovação costuma ser feita por extrato bancário e declaração de imposto de renda, em vez de holerite.
Posso somar minha renda com a do meu cônjuge?
Sim, pela composição de renda. As duas pessoas passam a ser responsáveis pela dívida, e desfazer esse vínculo depois é complicado.
Dívidas antigas atrapalham?
Sim, de duas formas: restrição no nome pode reprovar a análise, e dívidas ativas consomem parte dos 30% disponíveis, reduzindo a parcela aceita.
A idade influencia no financiamento?
Sim. O prazo máximo é limitado pela idade somada ao prazo do contrato. Prazo menor significa parcela maior para o mesmo valor.
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Página atualizada em 25 de agosto de 2026.
